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TSE Propõe selo para institutos de pesquisa, mas proposta enfrenta resistência

A medida visa premiar a proximidade com o resultado das urnas

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reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou nesta terça-feira (14) uma proposta inovadora: a criação de um “Selo de Acurácia” para os institutos de pesquisa eleitoral. A iniciativa foi detalhada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, em uma reunião que contou com a participação de 16 institutos do setor. O objetivo central do Tribunal é reconhecer publicamente as empresas que apresentarem os resultados estatísticos mais próximos aos apurados nas urnas. Apesar da intenção de valorizar o rigor técnico, a proposta não alcançou a maioria dos votos a favor durante o encontro com as entidades. De acordo com relatos de alguns representantes presentes, a implementação da medida, nos moldes atuais, não seria viável neste primeiro momento.

A proposta prevê regras rígidas de compliance e integridade para que as empresas possam concorrer ou manter o selo de qualidade da Corte. O texto estabelece que institutos condenados por fraudes ou que tenham pesquisas suspensas por irregularidades graves sejam automaticamente excluídos. Integrantes do TSE defendem veementemente a medida como um passo necessário para fixar critérios objetivos e aumentar a confiança pública nas sondagens.

O debate ocorre em um momento de forte tensão entre o tribunal e o setor, intensificado após a polêmica suspensão de um estudo recente. Em maio, uma pesquisa da AtlasIntel foi suspensa após registrar uma queda de cinco pontos do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. O recuo do parlamentar nas intenções de voto havia sido mensurado logo após a divulgação de um áudio envolvendo o senador e Daniel Vorcaro. Na gravação, o parlamentar pedia dinheiro ao empresário para financiar a produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Partido Liberal (PL) contestou judicialmente o questionário da AtlasIntel, argumentando que as perguntas sobre o caso Banco Master induziram os eleitores. A legenda alegou que a formulação das questões direcionou as respostas, comprometendo a isenção necessária que o levantamento estatístico exige. O imbróglio jurídico em torno do caso, no entanto, está longe de ter um desfecho definitivo na Corte Eleitoral nos próximos dias. O julgamento sobre a validade da pesquisa está travado devido a um pedido de vista apresentado pela ministra Estela Aranha. Com isso, a análise do caso só deve ser retomada em agosto, após o encerramento do recesso do Poder Judiciário.