Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Grand Tasting Rio reúne mais de 160 vinhos em experiência gastronômica no Leblon
Rio de Janeiro
Grand Tasting Rio reúne mais de 160 vinhos em experiência gastronômica no Leblon
EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta
Destaque
EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta
Polícia mira quadrilha do TCP suspeita de roubos e prende 11 na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Polícia mira quadrilha do TCP suspeita de roubos e prende 11 na Zona Norte do Rio
Operação retira seis toneladas de barricadas no Morro do Juramento, no Rio
Rio de Janeiro
Operação retira seis toneladas de barricadas no Morro do Juramento, no Rio
Nova Iguaçu inicia reparo de rede de esgoto afetada por obras na Via Dutra
Nova Iguaçu
Nova Iguaçu inicia reparo de rede de esgoto afetada por obras na Via Dutra
Rodoviários mantêm estado de greve e rejeitam proposta de reajuste no Rio
Rio de Janeiro
Rodoviários mantêm estado de greve e rejeitam proposta de reajuste no Rio
Ônibus é atingido por tiro durante confronto no Complexo do Alemão e linhas têm alteração
Rio de Janeiro
Ônibus é atingido por tiro durante confronto no Complexo do Alemão e linhas têm alteração
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

TSE publica acórdão sobre Cláudio Castro e confirma inelegibilidade sem cassação

Documento oficial aponta que ex-governador renunciou antes da conclusão do julgamento

Siga-nos no

Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, na noite desta quinta-feira (23), o acórdão do julgamento que tornou inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O documento, de mais de 150 páginas, esclarece que não houve cassação de mandato, já que o político renunciou ao cargo antes da conclusão da análise pela Corte.

A publicação também mantém indefinido o modelo de eleição para o chamado mandato-tampão no estado — se será direto, com voto popular, ou indireto, decidido pela Assembleia Legislativa. O tema segue em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). O acórdão reúne os principais pontos do julgamento e consolida o entendimento da maioria dos ministros sobre o caso.

De acordo com o documento, cinco ministros entenderam que a cassação perdeu objeto devido à renúncia antecipada de Castro. A posição foi acompanhada por Cármen Lúcia, Antônio Carlos Ferreira, Estela Aranha, André Mendonça e Floriano de Azevedo Marques.

O texto afirma que não houve formação de maioria para cassar os diplomas de Cláudio Castro e do então vice, Thiago Pampolha, justamente porque ambos deixaram os cargos antes da conclusão do julgamento.

A decisão gerou críticas de adversários políticos, que interpretaram a renúncia como uma estratégia para evitar a perda formal do mandato. Esse argumento foi utilizado pelo PSD, ligado ao ex-prefeito Eduardo Paes, para defender no STF a realização de eleições diretas no estado.

O formato da nova eleição permanece em aberto e depende da interpretação jurídica sobre a vacância do cargo. Pela legislação, eleições diretas devem ocorrer quando a saída do governante decorre de causa eleitoral, como cassação, e faltam mais de seis meses para o fim do mandato.

Por outro lado, se a vacância ocorrer por motivo não eleitoral, os estados podem definir o modelo. Nesse cenário, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou uma lei prevendo eleição indireta, realizada pelos deputados estaduais.

A constitucionalidade dessa regra está sendo analisada pelo STF, que ainda não concluiu o julgamento.

A análise no Supremo foi interrompida recentemente após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que aguardava justamente a publicação do acórdão do TSE. Na ocasião, Dino afirmou que precisava avaliar pontos como a eventual fraude na renúncia e se houve deliberação sobre cassação de diploma ou apenas do mandato.

Com a divulgação do documento, abre-se prazo para recursos no próprio TSE. A defesa de Castro já sinalizou que pretende apresentar embargos de declaração.

Até o momento, o STF registra divisão entre os ministros sobre o modelo de eleição. Há votos tanto a favor do pleito indireto quanto da eleição direta. O cenário mantém indefinido o desfecho do caso e aumenta a expectativa em torno dos votos restantes, incluindo a possibilidade de desempate pelo presidente da Corte.

Enquanto isso, segue válida uma decisão liminar que suspende a lei estadual que previa eleição indireta e determina que o comando do estado seja exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Cláudio Castro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A decisão, por 5 votos a 2, o tornou inelegível até 2030. Segundo o julgamento, houve uso indevido da estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para contratação irregular de cabos eleitorais.

A prática envolveu distribuição de cargos e recursos públicos com o objetivo de ampliar apoio político durante o período eleitoral, comprometendo a igualdade entre os candidatos.

A decisão do TSE reforça que, embora não tenha havido cassação formal, as irregularidades foram comprovadas e tiveram impacto no processo eleitoral.