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Turista mostra marcas de mordida de tubarão em Noronha

Ataque ocorreu durante mergulho em apneia no Porto de Santo Antônio; vítima relata dor intensa e boa recuperação

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Reprodução

Uma turista ferida após um incidente com um tubarão-lixa em Fernando de Noronha mostrou as marcas da mordida na perna e relatou que sentiu “uma dor muito forte” no momento do ataque. O caso ocorreu na última sexta-feira (9), durante um mergulho em apneia em frente à Associação Noronhense de Pescadores (Anpesca), no Porto de Santo Antônio, uma das áreas mais frequentadas por visitantes do arquipélago.

Em entrevista à TV Globo, a turista Tayane Dalazen falou sobre o episódio em participação no programa Encontro, apresentado por Patrícia Poeta, e detalhou o tratamento adotado após o ferimento.

Segundo Tayane, a decisão de retirar a faixa que cobria a perna foi tomada alguns dias depois, seguindo orientação médica. “Tirei a faixa na segunda-feira (12) porque o ferimento precisava respirar. No momento da mordida, eu estava com minha amiga Caroline Pereira, que é dermatologista. Ela fez os primeiros socorros e segue acompanhando o tratamento”, afirmou.

Procedimento médico e recuperação

A turista explicou que levou apenas dois pontos no local da mordida, justamente para reduzir o risco de infecção. De acordo com ela, a cicatrização precisa ocorrer de dentro para fora, razão pela qual os médicos optaram por uma técnica conhecida como aproximação das bordas do ferimento, utilizada para unir as extremidades sem fechar totalmente a lesão.

Tayane avalia que a recuperação tem evoluído de forma satisfatória e afirmou estar seguindo todas as recomendações médicas. Ela também ressaltou que respeitou as orientações do guia durante o mergulho.

Relato do ataque e avaliação de especialista

De acordo com o relato da turista, o tubarão-lixa envolvido no incidente tinha entre dois e três metros de comprimento. O caso chamou a atenção pela raridade, já que a espécie é considerada pouco agressiva e comum na região de Fernando de Noronha.

O engenheiro de pesca Léo Vera, pesquisador de tubarões no arquipélago, comentou o episódio e destacou que situações desse tipo estão relacionadas à interação entre humanos e animais silvestres. “Esse tipo de situação envolve a interação entre pessoas e animais. Existe a possibilidade de incidentes, mas não há culpados. Ela vai levar uma lembrança e uma cicatriz para o resto da vida”, avaliou o especialista.

Medidas e investigação

Após o ocorrido, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que reforçou ações educativas junto a turistas e operadores de mergulho, além de intensificar a fiscalização na área. O órgão também abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do incidente e avaliar se todas as normas de segurança estavam sendo cumpridas.

Fernando de Noronha é uma unidade de conservação ambiental e abriga diversas espécies marinhas, incluindo tubarões. Autoridades ambientais reforçam que o respeito às regras de visitação e às orientações de guias e órgãos oficiais é fundamental para reduzir riscos e garantir a convivência segura entre visitantes e a fauna local.