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Uso de IA em campanhas eleitorais é rejeitado por 73% dos brasileiros, mostra Quaest

Pesquisa mostra resistência de quase três em cada quatro brasileiros à tecnologia na propaganda eleitoral

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reprodução

A utilização de inteligência artificial nas campanhas eleitorais enfrenta forte resistência entre os brasileiros. Pesquisa Quaest mostra que 73% dos eleitores desaprovam o emprego da tecnologia por candidatos durante a disputa de 2026.

Apenas 21% dos entrevistados disseram aprovar o uso de inteligência artificial em propagandas e materiais de campanha. Outros 3% responderam que a utilização da tecnologia “não faz diferença”, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.

Os números revelam que quase três em cada quatro eleitores se posicionam contra o emprego da IA no ambiente político-eleitoral, justamente quando o avanço das ferramentas de geração de imagens, vídeos e áudios aumenta a preocupação sobre a capacidade de distinguir conteúdos autênticos daqueles produzidos ou manipulados artificialmente.

O levantamento foi realizado pela Quaest e encomendado pela Globo em parceria com o jornal O Globo.

TSE estabelece restrições para inteligência artificial

A regulamentação eleitoral admite determinados usos da inteligência artificial, mas estabelece restrições e obrigações para campanhas, candidatos e demais envolvidos na produção de propaganda.

Conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia devem apresentar ao público uma identificação explícita sobre a utilização de inteligência artificial, incluindo informações exigidas pela regulamentação.

As normas também impedem que a tecnologia seja empregada para produzir ou disseminar desinformação, criar conteúdos falsos contra adversários, realizar manipulações de caráter sexual ou promover ataques ao processo democrático.

Os deepfakes permanecem proibidos. Esse tipo de conteúdo utiliza recursos tecnológicos para alterar ou sintetizar imagens, vídeos ou áudios de forma a fazer parecer que determinada pessoa disse ou fez algo que não ocorreu daquela maneira.

As regras eleitorais também estabelecem restrições temporais para conteúdos produzidos por inteligência artificial. Está prevista a proibição da circulação desse material nas 72 horas anteriores à votação e nas 24 horas posteriores ao pleito.

Além disso, plataformas tecnológicas e modelos de linguagem não podem recomendar candidatos nem estabelecer rankings de candidaturas.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.