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Família contesta suspeita levantada pela polícia e pede justiça

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Bruno Paixão, de 36 anos, morto durante uma operação policial na Maré, foi sepultado nesta sexta-feira no Cemitério de Inhaúma. A família levou ao local a kombi usada por ele para vender queijos, marcada por tiros, e exibiu faixas afirmando que ele não tinha ligação com o crime. A Polícia Civil, porém, sustenta que ele era suspeito de integrar a facção que atua no complexo.

Durante a despedida, parentes reforçaram que Bruno trabalhava como vendedor ambulante e negaram qualquer envolvimento dele com criminosos. Vídeos feitos por moradores logo após o tiroteio mostram a kombi alvejada, com queijos no interior e manchas de sangue. O ato reuniu pedidos por justiça e críticas à condução da operação.

A polícia afirma ter imagens captadas por drone que mostram Bruno na laje de uma casa ao lado de um homem portando um fuzil. Nas gravações, o grupo desce as escadas após um disparo atingir uma residência próxima. Segundo a corporação, as roupas de um dos homens correspondem às de Bruno minutos antes de ser baleado.

Dentro do imóvel filmado, policiais apreenderam um fuzil com adesivo “CRT”, sigla atribuída ao apelido de uma liderança do Terceiro Comando Puro na Baixada Fluminense. Ele era um dos principais alvos da operação emergencial realizada na quarta-feira. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital.

Logo após a incursão, familiares de Bruno fecharam duas faixas da Linha Amarela, pedindo informações sobre o corpo e contestando a versão policial. A operação também deixou ferido um menino de 10 anos, atingido na perna enquanto participava de uma atividade escolar externa. Ele foi levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.