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Venezuela: terremotos deixam mais de 2.200 mortos e milhares de desabrigados

País enfrenta grave crise humanitária após abalos; buscas por sobreviventes e ajuda internacional

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Os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última semana provocaram um rastro devastador de destruição e dor. O balanço oficial mais recente aponta que os abalos sísmicos deixaram 2.295 mortos em todo o território nacional. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1°) pelo presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez, durante um pronunciamento oficial transmitido pela televisão estatal.

Além da perda irreparável de vidas, o impacto social da catástrofe é alarmante. Rodríguez informou que 11.267 pessoas ficaram feridas ou desabrigadas em decorrência direta dos tremores de terra. A infraestrutura de diversas cidades foi severamente comprometida, forçando milhares de famílias a abandonarem suas residências danificadas.

Diante do cenário crítico, as operações de resgate seguem em ritmo de extrema urgência. O presidente da Assembleia Nacional destacou que mais de 4.000 socorristas internacionais, vindos de diversas partes do mundo, uniram forças com 26 mil funcionários venezuelanos. Esse contingente trabalha incansavelmente na tentativa de localizar sobreviventes em meio aos escombros.

A instabilidade na região ainda preocupa as autoridades e a população civil. Desde o dia 24 de junho — data em que os dois terremotos principais sacudiram o país —, já foram registradas 782 réplicas de tremores. Esses abalos secundários aumentam o risco de novos desabamentos e dificultam o avanço seguro das equipes de salvamento.

Paralelamente ao resgate, a situação humanitária nas áreas afetadas gera profunda preocupação global. A Agência da ONU para Refugiados (Acnur), que lidera a coordenação de proteção e abrigos temporários na Venezuela, emitiu um alerta contundente na terça-feira (30), apontando que o panorama geral “se deteriorou rapidamente”.

Segundo relatos detalhados pela agência internacional, as comunidades mais atingidas sofrem neste momento com uma grave escassez de alimentos. O colapso generalizado dos serviços básicos, como fornecimento de água potável e energia elétrica, agrava consideravelmente o sofrimento da população civil necessitada de amparo.

A Acnur também chamou a atenção para o aumento acentuado nos riscos de segurança e proteção que os cidadãos deslocados enfrentam no cotidiano. Sem moradia fixa e expostas à vulnerabilidade das ruas ou de abrigos improvisados, milhares de pessoas aguardam por doações urgentes, assistência médica imediata e uma resposta global coordenada.