Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Fifa mantém horário do jogo do Brasil contra Noruega
Mundo
Fifa mantém horário do jogo do Brasil contra Noruega
Regras do período de defeso eleitoral começam a valer neste sábado
Destaque
Regras do período de defeso eleitoral começam a valer neste sábado
 PMERJ recebe R$ 27 Milhões em viaturas, motos e armamentos
Estado
 PMERJ recebe R$ 27 Milhões em viaturas, motos e armamentos
Direita volta a liderar matriz ideológica dos brasileiros, aponta Datafolha
Política
Direita volta a liderar matriz ideológica dos brasileiros, aponta Datafolha
Antiga linha 439 volta a ligar Vila Isabel ao Leblon neste domingo
Rio de Janeiro
Antiga linha 439 volta a ligar Vila Isabel ao Leblon neste domingo
Governo lança “Desenrola MEI” com descontos para renegociar dívidas
Brasil
Governo lança “Desenrola MEI” com descontos para renegociar dívidas
Hospitais, UPAs e Samu funcionam em esquema de 24h neste domingo (05/07)
Estado
Hospitais, UPAs e Samu funcionam em esquema de 24h neste domingo (05/07)
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Verão no Rio termina com recorde de estresse térmico

Estação teve o terceiro maior volume de chuva da série histórica, sucessão de dias com calor extremo e recorde de raios

Siga-nos no

reprodução

O verão se despede oficialmente do Rio às 11h45 desta sexta-feira, marcando o início do outono sob um cenário de mudança no tempo: temperaturas em queda e previsão de pancadas de chuva. Um encerramento de estação que contrasta com o seu início, marcado por calor intenso. Ao longo dos últimos meses, a cidade registrou recorde de estresse térmico, volume de chuva acima da média e um número elevado de descargas elétricas.

Dados do Sistema Alerta Rio mostram que o município teve 35 dias sob altos índices de calor, com sensação térmica variando entre 36°C e 40°C. Em janeiro, houve uma sequência de nove dias consecutivos de estresse térmico; em fevereiro, foram outros oito dias seguidos em condições semelhantes. A maior temperatura do verão foi registrada em 12 de janeiro, quando os termômetros chegaram a 41,4°C, em Santa Cruz, na Zona Oeste.

O índice de calor, que combina temperatura e umidade relativa do ar, é usado pela prefeitura para classificar os níveis de desconforto térmico e orientar ações de mitigação. O monitoramento é feito pelo Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR), em conjunto com órgãos municipais.

Além do termômetro nas alturas, o verão também foi marcado por chuva acima da média. Com acumulado de 662,8 milímetros, a estação foi a terceira mais chuvosa da série histórica do Alerta Rio, atrás apenas dos verões de 2009/2010 e 2012/2013. O volume supera com folga a média histórica de 425,7 mm. Isso foi puxado, em particular, pelo mês de fevereiro mais chuvoso desde 1997 na cidade.

Os episódios de chuva intensa impactaram a rotina do município. Ao longo da estação, o Rio entrou nove vezes em estágios operacionais mais elevados, com destaque para o dia 9 de fevereiro, quando a cidade atingiu o Estágio 3 pela primeira vez em dois anos. Na ocasião, sirenes da Defesa Civil foram acionadas em comunidades de áreas de risco.

Mais de 7 mil raios
Outro dado que chamou atenção foi o número de raios. O sistema de monitoramento da prefeitura detectou 7.724 descargas elétricas na cidade — quase o triplo do registrado no verão anterior, quando houve cerca de 2.500. O número só não supera o verão de 2022/2023, que teve cerca de 9.500 ocorrências.

De acordo com a metereologista, a maior incidência de raios está associada às condições típicas da estação, como calor e alta umidade, que favorecem a formação de tempestades. O monitoramento em tempo real dessas descargas auxilia na previsão de curto prazo e na emissão de alertas à população.