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Vereadora do PT na Câmara do Rio, Luciana Novaes morre aos 42 anos

Parlamentar teve trajetória marcada por superação e atuava em pautas ligadas a defesa das pessoas com deficiência

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Morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos, a vereadora Luciana Novaes (PT), que estava em seu terceiro mandato na Câmara do Rio. A parlamentar enfrentava complicações de saúde desde o fim do ano passado, quando foi internada em estado grave na UTI para tratar um quadro de pielonefrite e de infiltração no pulmão. A causa da morte ainda não foi divulgada.

A vereadora ficou conhecida por uma trajetória marcada pela superação. Em 2003, quando cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, Luciana foi atingida por uma bala perdida dentro do campus, no Rio Comprido, na Zona Norte. O disparo a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. À época, médicos chegaram a estimar apenas 1% de chance de sobrevivência.

Após um longo período de internação e reabilitação, ela retomou os estudos, formou-se em Serviço Social e concluiu pós-graduação em Gestão Pública. A experiência pessoal passou a orientar a atuação política de Luciana Novaes, voltada principalmente à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e à ampliação de políticas públicas de inclusão.

Eleita vereadora pela primeira vez em 2016, foi a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no parlamento carioca. Ao longo dos mandatos, apresentou projetos voltados à acessibilidade e ao atendimento de pessoas com deficiência na cidade.

Nas eleições de 2024, ficou na suplência, mas voltou a exercer o mandato posteriormente, com a licença da vereadora Tainá de Paula (PT), que deixou a cadeira temporariamente para integrar o secretariado municipal.

Em dezembro, Luciana foi internada em estado grave após uma sequência de complicações de saúde após uma fratura no ombro em outubro. Segundo informações divulgadas à época, o quadro incluiu pneumonia, infecção urinária e episódios de febre. Mesmo hospitalizada, a vereadora chegou a participar da sessão plenária da Câmara de forma remota, antes de ser transferida para a terapia intensiva. Na ocasião, familiares, amigos, colegas de militância, eleitores e influenciadores chegaram a publicar mensagens de apoio à parlamentar.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. A Câmara do Rio, o Partido dos Trabalhadores e familiares da vereadora ainda não se manifestaram oficialmente.