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Violência armada avança e aumenta número de mortos e feridos no Grande Rio

Dados de março mostram mais vítimas por tiros, mesmo com queda no total de tiroteios na região

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Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado mostra que, apesar da redução no número de tiroteios, aumentou a quantidade de pessoas mortas e feridas por arma de fogo na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (13/04), 139 pessoas foram baleadas em março deste ano, um aumento de 6% em comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, foram 72 mortos e 67 feridos.

Por outro lado, o número de tiroteios caiu 13%, passando de 170 registros em março do ano passado para 148 neste ano.

Segundo o estudo, as operações policiais estão entre os principais fatores para o aumento de vítimas. Mais da metade dos tiroteios registrados terminou com pessoas baleadas. Em ações policiais, o número de feridos saltou de 48 para 78, um crescimento de 63%. Pelo menos oito pessoas foram atingidas por balas perdidas, metade delas durante essas operações.

Um dos casos citados é o de um homem de 55 anos, morto durante um confronto entre policiais civis e traficantes em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O levantamento também mostra que houve aumento de vítimas baleadas em assaltos, que passaram de oito para 16 casos em um ano. A Zona Oeste concentrou a maior parte dessas ocorrências.

Entre as cidades mais afetadas estão Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói e Duque de Caxias.

Para especialistas, os dados reforçam o alerta para o avanço da violência armada na região, especialmente em áreas que ainda carecem de políticas de prevenção.