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Vítimas do ataque no Cefet Maracanã serão veladas neste domingo

Allane e Layse foram mortas a tiros por ex-colega que se suicidou após o crime; investigações seguem com a Polícia Civil

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Reprodução

As duas funcionárias assassinadas no ataque ocorrido nesta sexta-feira (28) no campus do Cefet Maracanã, na Zona Norte do Rio, serão veladas neste domingo (30) em cerimônias distintas. Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro foram mortas a tiros pelo ex-colega de trabalho João Antônio Miranda Tello Gonçalves, de 47 anos, que tirou a própria vida logo após o crime.

Allane será velada no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, entre 12h e 15h, na capela 5. Já a despedida de Layse ocorrerá no Cemitério São João Batista, em Botafogo, a partir das 12h15, na Capela Real Grandeza, sala 6, com sepultamento às 15h15. As cerimônias devem reunir familiares, amigos e colegas de instituição.

Segundo a Polícia Militar, João desejava retornar ao setor onde atuava Allane, com quem mantinha conflitos antigos. Entre dezembro de 2019 e junho de 2020, ele ocupou a coordenação da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico. Relatos de funcionários indicam que o atirador demonstrava hostilidade e chegou a perseguir a chefe antes do ataque.

Allane era chefe da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (Diace). Doutora em Letras, passou por instituições como PUC-Rio, UFRJ, UFF e Universidade de Copenhagen. Nas redes sociais, se definia como “mãe e cria do Morro do Pinto”. Além da carreira acadêmica, era cantora, compositora e pandeirista.

Layse era psicóloga escolar formada pela UERJ e trabalhava com acompanhamento de alunos no Cefet. Em seus perfis, se apresentava como “feminista, antirracista e na luta por todas as minorias”, além de amante da música e da dança de salão. A Delegacia de Homicídios da Capital conduz as investigações. O Cefet decretou luto oficial e suspendeu as atividades até 5 de dezembro.