O banqueiro Vorcaro recebeu um de seus advogados nesta sexta-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em um movimento que marca um novo avanço nas negociações para um acordo de delação premiada.
O encontro ocorre em meio às tratativas da defesa com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal para formalizar uma colaboração. Dono do banco Master, Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, além de possível envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na montagem de uma estrutura paralela para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.
Defesa intensifica articulação
Ao longo da semana, outro advogado do banqueiro, José Luís Oliveira Lima, já havia procurado a Polícia Federal para informar o interesse do cliente em firmar um acordo de delação premiada. A reunião desta sexta reforça a estratégia da defesa de avançar nas negociações.
Uma eventual colaboração pode trazer novos elementos às investigações sobre fraudes financeiras ligadas ao banco Master. Em casos anteriores, como a Operação Lava Jato, movimentos semelhantes foram interpretados como sinais de progresso nas tratativas entre investigados e autoridades.
Na quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para o prédio da Polícia Federal, onde permanece em uma cela de passagem. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa.
A solicitação original incluía a conversão da prisão para o regime domiciliar, mas foi negada pelo magistrado. Mendonça autorizou apenas a transferência para a unidade da PF.
Vorcaro é alvo de apurações que investigam um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao banco Master. A possível delação premiada é vista como um fator que pode ampliar o alcance das investigações, com a inclusão de novos fatos e personagens.






