O ex-deputado, ex-secretário e ex-prefeito de Caxias Washington Reis (MDB) desistiu da luta para ser candidato nas eleições de outubro. Na última quarta-feira (11), ele viu a decisão sobre a sua inelegibilidade ser mais uma vez adiada no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o ministro Luiz Fux pediu vista e interrompeu o julgamento do recurso que apresentou contra uma condenação por crime ambiental.
“WReis não vai ser mais candidato nestas eleições. A briga está muito grande”, disse Washington, brincando.
Mas, o político não está fora do jogo. No dia seguinte ao não julgamento, na quinta-feira (11), ele teve o mandato como presidente estadual do MDB revalidado pela direção nacional do partido. E disse que está disposto a mover o mundo — ou, pelo menos, o estado — por seus candidatos.
“Serei o maior cabo eleitoral do Rio de Janeiro”, anunciou.
Poderoso cacique da Baixada Fluminense, Washington Reis era sempre levado em conta quando os partidos da base do governador Cláudio Castro (PL) — e os de oposição também — traçavam seus planos para montar a chapa para a eleição de outubro.
Ele mesmo se lançou pré-candidato ao governo do estado, embora fosse mais cotado para a disputa ao Senado. Mesmo estando inelegível, e tendo poucas chances de reverter a condenação, mexia com tabuleiro — e os nervos dos adversários.
Foi numa dessas que o presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao governo do estado, Rodrigo Bacellar (União), ocupando interinamente o governo do estado, perdeu as estribeiras e decidiu exonerar Washington Reis do cargo de secretário estadual de Transportes.
Cláudio Castro, que estava viajando, não gostou, rompeu relações com Bacellar — e foi aí que todo o projeto montado pela base governista para a sucessão no governo desmoronou.






