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Polícia do Rio faz operação contra esquema milionário de roubo, clonagem e venda virtual de veículos

Principal alvo da ação, Yan Almeida Coelho, foi preso no início das primeiras diligências

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação Sinal Oculto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em roubo, clonagem e venda clandestina de automóveis. O principal alvo da ação, Yan Almeida Coelho, foi preso no início das primeiras diligências. Na ação, um policial civil foi baleado no rosto no bairro Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste da capital. O agente foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. Segundo informações preliminares da corporação, o quadro de saúde do policial é considerado estável e ele está fora de perigo.

No total, os agentes buscam cumprir 9 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão contra 25 suspeitos identificados ao longo do inquérito. A ofensiva visa neutralizar toda a cadeia da estrutura delituosa, que abrange desde a execução dos roubos até a lavagem do dinheiro obtido com as fraudes.

O modus operandi da quadrilha

De acordo com as investigações, a engrenagem do grupo criminoso iniciava-se com o monitoramento de anúncios legítimos de veículos na internet. Os suspeitos mapeavam dados estruturais de carros regulares, tais como numeração de chassi, placas e o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). A partir dessas informações, modelos idênticos eram encomendados para roubo.

Após a subtração dos veículos, a quadrilha realizava a adulteração dos sinais identificadores — o processo conhecido como clonagem — para conferir uma falsa aparência de legalidade aos bens.

Vitrines virtuais e preços até 95% menores

Com os carros clonados, a organização utilizava perfis em redes sociais como verdadeiras “vitrines” comerciais. Modelos de alto valor eram ofertados por quantias muito inferiores à tabela de mercado, registrando defasagens de até 95% do preço real.

Para concretizar o golpe, os compradores eram induzidos a realizar pagamentos antecipados. As transações eletrônicas, que incluíam transferências via PIX, tinham como destino contas bancárias de terceiros (“laranjas”) para dificultar o rastreamento financeiro pelos órgãos de controle.

Durante as investigações que culminaram na operação de hoje, a polícia obteve registros dos suspeitos exibindo armamentos de grosso calibre, incluindo fuzis. Também foram detectados indícios do uso de bloqueadores de sinal (conhecidos como jammers), equipamentos empregados para anular rastreadores via satélite e impedir a localização dos veículos roubados antes da clonagem.