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Polícia Civil faz operação contra quadrilha que “hackeava” agências bancárias

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta segunda-feira (8/07) uma operação contra uma quadrilha que “hackeava” agências bancárias. Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o bando instalava dispositivos no cabeamento de dados dos bancos e assim fazia transferências, furtando de correntistas aleatórios. O prejuízo causado pelos criminosos chega a R$ 40 milhões em todo o país.

Três 3 pessoas foram presas até agora: Andrey Oliveira de Azevedo, Nelson Sampaio de Oliveira e Romulo Andrade Nascimento da Silva.

Agentes saíram para cumprir, no total, 6 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Os alvos são investigados por associação criminosa e invasão de dispositivo eletrônico.
A investigação começou quando uma agência do Banco do Brasil no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, detectou um acesso estranho na rede interna. A polícia analisou imagens das câmeras de segurança e descobriu que um funcionário terceirizado instalou um aparelho nos cabos de internet.

Após um trabalho de inteligência, o eletricista Vinícius de Sousa Santos Tobias foi preso no dia 2 de maio dentro de uma agência de Pedra de Guaratiba. Ele trabalhava numa empresa que prestava serviços para o Banco do Brasil e admitiu que foi cooptado pela quadrilha para instalar dispositivos na rede interna. Em depoimento, contou que ganhava R$ 10 por instalação.

“Já conectados à rede do banco, os criminosos, se valendo da credencial de funcionários, obtidas fraudulentamente, ou com auxílio de funcionários cooptados, acessam o sistema do banco e realizam as operações de interesse, tais como movimentações e troca de dados cadastrais, como foto, identidade e assinatura, e até de biometria”, diz o relatório da DRF.

O delegado Moyses Santana explicou que a quadrilha tinha 2 principais objetivos depois da invasão da rede do banco: realização de transações financeiras fraudulentas, subtraindo valores de contas de terceiros em proveito dos criminosos; extração de informações confidenciais para utilização em outros crimes ou comercialização das informações.

A investigação contou com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações financeiras suspeitas nas contas dos investigados. Em menos de 2 anos e meio, um dos alvos movimentou R$ 2,5 milhões.

Seis inquéritos estão em andamento na Delegacia de Roubos e Furtos para investigar a invasão da rede de agências bancárias no RJ.