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Quase 450 cooperativas e seguradoras trabalham sem regulamentação no estado

Deputados apontam risco de ilegalidades e pedem quebra de sigilo bancário

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A CPI das Câmeras da Alerj vem discutindo a atuação de 449 cooperativas e seguradoras de proteção veicular sem regulamentação no território fluminense, número que chega a 2,2 mil em todo o país. A informação foi apresentada pelo presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alexandre Chang, durante oitiva na sede do Parlamento.

O presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), afirmou que a comissão terá apoio da Polícia Civil para intimar representantes das empresas. “Enfrentamos grande dificuldade no envio de convites. Em muitos casos, os endereços divergiam dos da Receita Federal, o que demonstra intenção de mascarar atividades ilícitas”, declarou Knoploch.

O deputado Alan Lopes (PL) defendeu a quebra de sigilo bancário das cooperativas e associações. “Essas empresas criaram uma engenharia de pagar resgates e subornar criminosos. Já identificamos dirigentes que faturam milhões e, ainda assim, recebem Bolsa Família”, afirmou.

Os parlamentares também questionaram o espaço de mercado dessas empresas, já que apenas 17% da população utiliza serviço de proteção veicular. Dados citados apontam, por exemplo, que a empresa 21 GO cobra R$ 1.800 por recuperação de veículo.

Durante a reunião, o delegado Mauro César da Silva Júnior, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), apresentou informações da Operação Torniquete, que identificou seis empresas movimentando cerca de R$ 11 milhões em dez meses, parte proveniente de associações e cooperativas. “A expansão dessas empresas pode abrir espaço para atividades criminosas paralelas”, observou o deputado Luiz Paulo (PSD).

Também participaram da oitiva os deputados Marcelo Dino (PL), Rodrigo Amorim (União) e Sarah Poncio (Solidariedade).