Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Sem categoria
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Política
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
Rio de Janeiro
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Mundo
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
Famosos
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Mais Quentes
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
Brasil
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Cerca de 65% das mulheres sofreram algum tipo de violência obstétrica no RJ

O estudo da Fiocruz faz parte da segunda edição do ‘Nascer no Brasil’

Siga-nos no

Reprodução

A pesquisa “Retratos do Parto e do Nascimento no Estado do Rio de Janeiro”, lançada ontem pela Fiocruz, aponta que 65% das mulheres sofreram algum tipo de violência obstétrica. Segundo as autoras, o levantamento poderá ampliar o debate sobre o tema, além de contribuir para que a violência obstétrica seja considerada como uma das formas de violência contra a mulher.

Os dados, que fazem parte da segunda edição do estudo “Nascer no Brasil”, foram coletados a partir de 1.923 entrevistas com mulheres que estavam internadas — tanto para o parto, quanto por perda fetal — em 29 maternidades públicas e privadas de 18 municípios fluminenses, entre os anos de 2021 e 2023.

A pesquisa indica que adolescentes e mulheres acima dos 35 anos, com baixa escolaridade e renda, estão mais vulneráveis à violência obstétrica, assim como mães solo e mulheres pretas. Entre as manifestações de violência mais comuns estão toques vaginais inadequados (46%), negligência (31%), abuso psicológico (22%), estigma e discriminação (8%) e abuso físico (3%).

Mães de primeira viagem, além de mulheres que tiveram um trabalho de parto prolongado ou optaram pelo método natural, também apresentaram maiores prevalências de violência obstétrica em algumas das dimensões investigadas.

De acordo com o levantamento, os casos de violência obstétrica são mais recorrentes no Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda bastante presentes nos hospitais privados.

O estudo também chama atenção para o aumento do número de cesarianas. Em municípios do interior do estado, o percentual chega a 66%, enquanto em hospitais privados, alcança 85%. Os dados são considerados preocupantes, uma vez que o procedimento é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas em casos emergenciais.