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Rio amplia classe média e alcança 82,52% da população nas classes A, B e C

Estudo da FGV aponta crescimento impulsionado pelo aumento do emprego e pela integração de políticas sociais entre 2022 e 2024

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Reprodução

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que o Rio de Janeiro ampliou de forma significativa a participação da população nas classes de maior renda entre 2022 e 2024. No período, a proporção de moradores enquadrados nas classes A, B e C passou de 75,02% para 82,52%, um crescimento de 7,5 pontos percentuais.

As classes consideradas no levantamento incluem a classe A, com renda acima de 20 salários mínimos; a classe B, com renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos; e a classe C, com renda entre 4 e 10 salários mínimos. O avanço reflete mudanças estruturais na renda e no mercado de trabalho fluminense.

Avanço no Rio acompanha tendência nacional

O movimento observado no Rio de Janeiro acompanha uma tendência registrada em todo o país. Segundo a FGV, entre 2022 e 2024, cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, o que representa um crescimento nacional de 8,44 pontos percentuais.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números reforçam o impacto das políticas públicas voltadas à população de baixa renda e à inclusão produtiva.

Políticas sociais e renda do trabalho impulsionam mudança

De acordo com o estudo, o principal motor desse crescimento foi o aumento da renda do trabalho, aliado à integração de políticas sociais. Programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de iniciativas de acesso à educação, qualificação profissional e crédito, contribuíram para a ascensão social de milhões de famílias.

Wellington Dias destacou que os dados mostram uma mudança estrutural no papel das políticas sociais. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro.

Impacto social e econômico

Especialistas apontam que o aumento da participação das classes A, B e C tem reflexos diretos na economia, como a ampliação do consumo, maior formalização do trabalho e fortalecimento do mercado interno. No caso do Rio de Janeiro, o avanço também sinaliza uma recuperação gradual após anos de estagnação econômica.

Os dados da FGV reforçam que a combinação entre crescimento do emprego e políticas públicas integradas tem sido decisiva para reduzir a pobreza e ampliar a classe média, tanto no estado quanto no país.