Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rodrigo Neves recebe Eduardo Paes no MAC e reforça apoio à pré-candidatura ao governo do Rio
Política
Rodrigo Neves recebe Eduardo Paes no MAC e reforça apoio à pré-candidatura ao governo do Rio
Lázaro Ramos será homenageado com Medalha Pedro Ernesto
Cultura
Lázaro Ramos será homenageado com Medalha Pedro Ernesto
Rio registra queda de 62% de casos de gravidez na adolescência
Rio de Janeiro
Rio registra queda de 62% de casos de gravidez na adolescência
Hospital de Lagoa tem 42 leitos reabertos
Rio de Janeiro
Hospital de Lagoa tem 42 leitos reabertos
STF tenta intimar Mário Frias para explicar emenda para filme de Bolsonaro
Política
STF tenta intimar Mário Frias para explicar emenda para filme de Bolsonaro
Inep abre prazo para recursos de isenção da taxa do Enem 2026 até 19 de maio
Brasil
Inep abre prazo para recursos de isenção da taxa do Enem 2026 até 19 de maio
Iphan determina tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura na Tijuca
Rio de Janeiro
Iphan determina tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura na Tijuca
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Ex-chanceler do Peru morre em hospital do Complexo de Bangu após prisão por ordem do STF

Manuel Augusto Blacker Miller estava detido por pedido de extradição da Albânia e teve a morte comunicada ao Supremo pela defesa

Siga-nos no

Reprodução

O ex-ministro das Relações Exteriores do Peru Manuel Augusto Blacker Miller morreu no dia 23 de janeiro enquanto estava internado no Hospital Penal Hamilton Agostinho, localizado no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. A informação foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa do peruano nesta quarta-feira (28).

A notícia foi divulgada inicialmente pelo site PlatôBR e consta em petição enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF. Miller tinha 80 anos e estava preso desde dezembro, por determinação da Corte, no contexto de um pedido de extradição feito pela Albânia, onde era acusado de fraude financeira.

Prisão por pedido de extradição

Manuel Augusto Blacker Miller ocupou o cargo de chanceler do Peru em 1991, durante o governo de Alberto Fujimori. Ele foi detido no Brasil após solicitação das autoridades albanesas e aguardava decisão do Supremo sobre a extradição para o país europeu.

Desde a prisão, a defesa do ex-ministro vinha alertando o STF sobre o estado de saúde do diplomata. Segundo os advogados, Miller sofria de uma trombose grave, o que motivou pedidos sucessivos para a revogação da prisão e a concessão de prisão domiciliar para que ele pudesse receber atendimento médico adequado.

Alertas sobre a saúde e pedidos ignorados

Os defensores afirmaram ter apresentado ao menos três solicitações formais ao Supremo para a substituição da prisão, além de cobrarem uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, segundo eles, não ocorreu até a morte do ex-chanceler.

Ainda de acordo com a defesa, a administração da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza informou que Miller sofreu duas quedas dentro da unidade prisional ao longo do mês de janeiro, o que teria agravado seu estado clínico.

Internação e morte no hospital penal

Após a segunda queda, conforme relatado ao STF, o ex-chanceler foi encaminhado ao Hospital Penal Hamilton Agostinho, onde permaneceu internado por dois dias. Ele morreu em 23 de janeiro, segundo a comunicação feita pelos advogados à Corte.

A defesa informou que dados preliminares repassados à família indicam que a causa da morte teria sido um infarto agudo do miocárdio. Diante disso, os advogados classificaram como “imprescindível” o acesso ao prontuário médico completo do peruano.

Pedido de prontuário e chegada da família

Os defensores solicitaram que o STF determine o fornecimento do histórico clínico de Manuel Augusto Blacker Miller durante sua internação no hospital penal. A família do ex-chanceler, segundo a defesa, está em deslocamento para o Brasil.

Até o momento, o atestado de óbito ainda não teria sido emitido e, por isso, não foi apresentado ao Supremo. PlatôBR entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e aguarda posicionamento oficial.