Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Mundo
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
Famosos
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Mais Quentes
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
Brasil
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
Além da Refit, CSN também teria sido favorecida por cúpula ambiental do Rio, aponta PF
Estado
Além da Refit, CSN também teria sido favorecida por cúpula ambiental do Rio, aponta PF
Sobreviventes são resgatados no Nepal 10 dias após avalanche histórica
Mundo
Sobreviventes são resgatados no Nepal 10 dias após avalanche histórica
Gonet pede aval a Fachin para apurar possível interferência de Mendonça na PF
Brasil
Gonet pede aval a Fachin para apurar possível interferência de Mendonça na PF
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Dino vota contra aplicar anistia a crimes que continuaram após a ditadura

Julgamento no Supremo Tribunal Federal é interrompido por pedido de mais tempo de Alexandre de Moraes, mas ministros ainda podem registrar votos até 24 de fevereiro

Siga-nos no

Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que discute o alcance da Lei da Anistia em casos ligados à ditadura militar. A análise foi interrompida após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou mais tempo para estudar o processo. Mesmo assim, os demais ministros podem antecipar seus votos no plenário virtual até o dia 24 deste mês.

Até agora, o relator do caso, Flávio Dino, votou para que a anistia não seja aplicada a crimes permanentes que continuaram depois do período previsto na lei, entre 1961 e 1979.

A discussão é sobre a Lei nº 6.683, de 1979, conhecida como Lei da Anistia. O Supremo analisa se ela pode valer para crimes como ocultação de cadáver e sequestro, que são considerados permanentes porque continuam acontecendo enquanto a situação não é resolvida. A decisão final deverá servir de orientação para casos semelhantes em todo o país.

 

O que está em debate?

O caso tem relação com investigações sobre crimes ocorridos durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Em 2015, o Ministério Público Federal denunciou os militares Lício Augusto Ribeiro Maciel e Sebastião Curió Rodrigues de Moura.

Maciel é acusado de ter matado opositores do regime em 1973 e de esconder os corpos das vítimas. Curió, que morreu em 2022, teria participado da ocultação de cadáveres entre 1974 e 1976. A Justiça Federal do Pará e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região entenderam que os fatos estavam protegidos pela anistia, o que levou o Ministério Público a recorrer ao STF.

No voto, Dino afirmou que a lei foi criada para abranger apenas crimes cometidos dentro do período definido. Segundo ele, quando o crime continua depois desse prazo, como nos casos de crimes permanentes, a anistia não pode ser aplicada automaticamente.

 

O que pode mudar?

A decisão do STF pode mudar a forma como a Justiça trata crimes ligados à ditadura, principalmente casos de desaparecimento forçado e ocultação de cadáver. Se o entendimento de Dino for seguido pela maioria dos ministros, processos que estavam parados por causa da anistia poderão voltar a tramitar.

O julgamento só será retomado quando Alexandre de Moraes liberar o processo para continuar a análise.