A greve geral convocada por centrais sindicais na Argentina contra o pacote de reformas do governo de Javier Milei gerou um efeito cascata no setor aéreo brasileiro nesta quinta-feira (19). Com a paralisação de serviços essenciais no país vizinho, dezenas de voos entre o Brasil e aeroportos argentinos foram cancelados ou reprogramados, afetando passageiros em terminais de todas as regiões do país.
Principais impactos nos aeroportos brasileiros:
- Rio de Janeiro (Galeão): O terminal carioca é um dos mais afetados, com 31 voos cancelados (16 chegadas e 15 partidas). Apesar do transtorno nas rotas argentinas, o RIOgaleão informou que o restante da operação segue o fluxo normal.
- Florianópolis: O impacto é severo no Aeroporto Internacional de Florianópolis, onde 32 voos na rota com a Argentina foram cancelados desde a quarta-feira (18).
- São Paulo (Guarulhos): A Latam e a Gol confirmaram o cancelamento de diversas frequências logo nas primeiras horas da manhã. A Latam orienta que os passageiros consultem o status do voo antes de saírem de casa.
- Nordeste: No Rio Grande do Norte, o Aeroporto de Natal registrou o cancelamento de quatro operações (duas chegadas e duas partidas de Buenos Aires). Já em Brasília, um voo previsto para as 9h foi suspenso.
- Sul: No Rio Grande do Sul, dois voos entre Porto Alegre e Buenos Aires foram impactados. No Paraná, o aeroporto de Curitiba não registrou problemas, visto que não havia voos agendados para a data.
Posicionamento das companhias
As empresas aéreas pedem cautela aos viajantes. Em nota, a Gol esclareceu que a paralisação atinge as operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, forçando a suspensão total de voos para essas cidades. A Latam ressaltou que, embora muitos voos tenham sido cancelados, alguns podem sofrer apenas alterações de horário ou data, recomendando a reprogramação sem custos para os clientes afetados.
Contexto na Argentina
No epicentro da crise, o Aeroporto Internacional de Ezeiza (EZE), em Buenos Aires, apresenta um cenário de atrasos e suspensões massivas. A greve é uma resposta direta à proposta de reforma trabalhista e ao decreto de necessidade e urgência (DNU) de Milei, que visa desregulamentar a economia argentina.
A previsão para sexta-feira (20) é de normalização gradual, dependendo do encerramento oficial dos atos sindicais no país vizinho.






