A Justiça Federal analisa o pedido da Polícia Federal para transferir o contraventor Adilson Coutinho Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho, para um presídio federal fora do Rio de Janeiro. Preso nesta quinta-feira em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, ele é apontado pelas investigações como um dos principais nomes do jogo do bicho e do mercado ilegal de cigarros no estado.
A solicitação foi feita após a prisão realizada por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), que reuniu policiais federais e civis. Até o momento, não houve decisão judicial sobre a mudança de unidade prisional.
Considerado o contraventor mais procurado do Rio, Adilsinho tinha cinco mandados de prisão em aberto, relacionados a assassinatos e à atuação na chamada máfia do cigarro. Ele foi localizado após dois meses de monitoramento e capturado em um imóvel onde estava acompanhado de um policial militar, suspeito de atuar como seu segurança.
Investigado por homicídios e atuação interestadual
De acordo com as investigações, o bicheiro adotava uma rotina de constantes deslocamentos para evitar ser preso. Ele utilizava imóveis alugados e circulava por regiões de fronteira, principalmente nos estados do Paraná e de Mato Grosso, onde mantinha contatos ligados ao comércio ilegal de cigarros.
A Polícia Civil e a Polícia Federal apontam que o contraventor ampliou suas atividades para cerca de dez estados brasileiros. Em pelo menos seis deles, explorava diretamente o mercado clandestino de cigarros, além de manter operações envolvendo bingos, cassinos e um cassino on-line ilegal que teria movimentado cerca de R$ 130 milhões em três anos.






