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Estrategista do CV e operadora financeira de quadrilha são presos em São Gonçalo

Dupla, que movimentou R$ 30 milhões em cinco anos, era o “cérebro” e o “braço financeiro” de organização.

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Em um desdobramento da ofensiva contra o crime organizado interestadual, agentes da Polícia Civil prenderam, na manhã desta sexta-feira (27), o chefe estratégico e a principal operadora financeira de uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV). Eduardo Lima Franco, conhecido como “Dudu”, e sua comparsa, identificada como Sandy, foram localizados em um motel em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Dudu é apontado pelas investigações como o intelecto por trás das operações de alto impacto do grupo. Segundo a polícia, cabia a ele:

  • Seleção de alvos: Escolha rigorosa de casas de luxo e terminais bancários.
  • Logística Interestadual: Articulação de deslocamentos e ataques entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina.
  • Gestão de Lucros: Definição das cotas e divisão dos valores subtraídos.

Ao seu lado, Sandy desempenhava um papel crucial na manutenção da estrutura: a lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, ela geria a movimentação financeira da organização, utilizando uma rede de “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos e reinseri-los na economia formal.

A captura da dupla é o ápice de uma investigação que revelou um faturamento criminoso de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos. O grupo se especializou em duas frentes distintas: o roubo a residências de alto padrão, onde o foco eram joias e bens de valor, e o uso de explosivos para atacar caixas eletrônicos.

Desdobramento da Operação

A prisão desta sexta-feira ocorre apenas dois dias após uma megaoperação deflagrada na última quarta-feira (25), que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em território fluminense e catarinense. Naquela ocasião, sete integrantes já haviam sido detidos, mas as lideranças presas hoje haviam conseguido escapar momentaneamente do cerco policial.

Os presos e o material apreendido foram encaminhados para a Cidade da Polícia, onde os depoimentos devem ajudar a identificar novos nomes envolvidos no esquema de lavagem de capitais.