A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro vai encaminhar um pedido formal de informações à Naturgy após denúncias envolvendo a substituição de medidores de gás em unidades consumidoras. O requerimento, com prazo de 30 dias para resposta, é assinado pelo presidente do colegiado, o deputado Thiago Rangel, que também irá presidir a CPI do Gás na Casa.
Segundo a comissão, chegaram relatos sobre a instalação de medidores com aplicação de resina, prática que teria sido proibida em 2025 por decisão da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro. Apesar disso, consumidores afirmam que a troca continuou ocorrendo, inclusive com equipamentos que dificultariam a realização de perícia independente, já que a retirada da resina pode danificar o aparelho.
Há ainda denúncias de substituições feitas sem aviso prévio e de abertura de processos internos pelas concessionárias sem o conhecimento dos usuários. Segundo os relatos, alguns consumidores teriam sido obrigados a aceitar os novos medidores sob risco de corte no fornecimento de gás.
No documento, os deputados solicitam informações detalhadas, como o número de medidores com e sem resina em operação e em estoque — incluindo os utilizados em postos de GNV —, datas de aquisição e instalação, notificações enviadas aos clientes e relatórios técnicos que comprovem a segurança e a precisão dos equipamentos.
O requerimento ocorre no contexto da criação da CPI do Gás, que vai investigar a atuação das concessionárias de gás canalizado no estado e de empresas terceirizadas ligadas ao setor. A comissão também recomenda a suspensão imediata da instalação de medidores com resina até que haja autorização expressa dos órgãos reguladores e comprovação da confiabilidade do sistema.






