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Minas Gerais registra o período chuvoso mais letal em 20 anos; mortes chegam a 81

Juiz de Fora e Ubá vivem cenário de devastação, com buscas por desaparecidos entre escombros.

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Reprodução

O atual período chuvoso em Minas Gerais, iniciado em 1º de outubro de 2025, já é oficialmente o mais letal das últimas duas décadas no estado. Segundo balanço consolidado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta sexta-feira (27), o número de vítimas fatais atingiu a marca de 81 óbitos, superando as 74 mortes registradas no trágico biênio de 2019-2020.

A escalada da crise humanitária é impulsionada pelas tempestades históricas que castigaram a Zona da Mata ao longo desta última semana. O epicentro da tragédia é Juiz de Fora, que contabiliza 62 mortes (embora a Polícia Civil já trabalhe com o número de 63 vítimas). No município vizinho de Ubá, outras seis mortes foram confirmadas.

Cenário de Guerra e Buscas em Aberto

A situação na região é descrita por equipes de resgate como crítica. Uma sucessão de deslizamentos de terra, enchentes severas e colapsos estruturais deixou centenas de famílias desabrigadas ou desalojadas.

O Corpo de Bombeiros mantém uma operação ininterrupta de busca por quatro pessoas que permanecem desaparecidas sob os escombros. O comando da corporação alerta que o balanço final de vítimas ainda pode sofrer atualizações negativas, uma vez que o período chuvoso deve se estender até o final de março.

Mudança no Perfil da Tragédia

Diferente do recorde anterior (2019-2020), quando os eventos extremos foram distribuídos entre a Grande BH, a Região Central e o Vale do Jequitinhonha, a catástrofe atual apresenta uma concentração geográfica severa.

Enquanto no biênio passado o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) registrou volumes atípicos em cidades como Ibirité, Viçosa e Diamantina, desta vez a precipitação se represou com violência sobre o relevo acidentado da Zona da Mata, potencializando o rastro de destruição urbana.

Assistência às Vítimas

O Governo de Minas e prefeituras locais trabalham no cadastramento das famílias que perderam suas casas para viabilizar auxílios emergenciais. O estado permanece em alerta máximo, com a Defesa Civil monitorando encostas e áreas de risco, enquanto o solo saturado aumenta a possibilidade de novos deslizamentos, mesmo diante de chuvas de menor intensidade.