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Calor Extremo no Rio: Estudo alerta para risco de 10 mortes de idosos em dias acima de 43°C

Relatório do IEPS revela que a falta de acesso rápido a hospitais e as “ilhas de calor” nas Zonas Norte e Oeste potencializam a mortalidade durante picos de temperatura.

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Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O termômetro acima dos 43°C no Rio de Janeiro não é apenas um registro de desconforto, mas um indicador crítico de letalidade. Um relatório inédito do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) aponta que um único dia de calor extremo na capital fluminense pode causar a morte de até dez idosos.

O estudo cruza dados de temperatura via satélite com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (DataSUS) entre 2003 e 2016. Segundo a análise, cada dia de calor intenso eleva a taxa de mortalidade em um caso para cada 100 mil idosos — um salto de 0,56% na taxa mensal de óbitos nesta faixa etária.

O mapa da vulnerabilidade: Zonas Norte e Oeste

A tragédia térmica carioca tem endereço certo. Dois terços das mortes concentram-se em bairros das Zonas Norte e Oeste. O fenômeno é explicado pelas “ilhas de calor”: áreas com pouca vegetação, alta densidade de concreto e circulação de ar deficitária.

Mesmo quando a temperatura é alta em toda a cidade, a exposição prolongada nessas regiões é determinante. O relatório destaca que o impacto do choque térmico é severamente agravado pela distância de unidades de saúde de emergência. Em bairros onde o acesso a hospitais é precário, a taxa de mortalidade dispara.

Clínicas da Família como escudo térmico

A pesquisa também avaliou o papel da rede primária na mitigação dos efeitos climáticos. Os dados revelam que:

  • A criação de novas Clínicas da Família tem o potencial de reduzir em até 45% os efeitos de ondas de calor moderadas.
  • Em cenários de calor extremo, contudo, a prevenção básica perde força, e a sobrevivência passa a depender quase exclusivamente da rapidez no atendimento em unidades de alta complexidade.

Recomendação de especialistas

O IEPS reforça que o combate à mortalidade por calor exige mais do que hidratação individual; demanda políticas públicas de urbanismo — como o plantio de árvores e corredores de vento — e o fortalecimento da rede de urgência nas periferias. Com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, o Rio de Janeiro enfrenta o desafio de adaptar seu sistema de saúde para uma realidade de verões cada vez mais perigosos.