Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Ney Matogrosso ganha grande homenagem no Rio com exposição inédita e gratuita
Cultura
Ney Matogrosso ganha grande homenagem no Rio com exposição inédita e gratuita
Rio aposta em inteligência artificial para modernizar a saúde pública
Rio de Janeiro
Rio aposta em inteligência artificial para modernizar a saúde pública
Rio Innovation Week 2026: ingressos à venda para o encontro de tecnologia
Cultura
Rio Innovation Week 2026: ingressos à venda para o encontro de tecnologia
Rio recebe 50 novos especialistas para reforçar atendimento no SUS
Estado
Rio recebe 50 novos especialistas para reforçar atendimento no SUS
Polícia Federal restitui bens sacros à Igreja de Santa Luzia no Rio
Rio de Janeiro
Polícia Federal restitui bens sacros à Igreja de Santa Luzia no Rio
Tetracampeão Ricardo Rocha é detido no Galeão por dívida de pensão alimentícia
Famosos
Tetracampeão Ricardo Rocha é detido no Galeão por dívida de pensão alimentícia
Operação no Leblon aplica mais de R$ 31 mil em multas a bares e restaurantes
Rio de Janeiro
Operação no Leblon aplica mais de R$ 31 mil em multas a bares e restaurantes
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Morte do pedreiro Amarildo completa 10 anos com protesto nas areias de Copacabana

Siga-nos no

Imagem: Reprodução

As areias da Praia de Copacabana amanheceram, nesta quinta-feira, com uma manifestação da ONG Rio de Paz, pelos 10 anos de desaparecimento do pedreiro Amarildo. Dez manequins, cada um simbolizando cada ano da década do desaparecimento, foram colocados na praia. Voluntários e parentes sentaram sob um tecido transparente simbolizando Amarildo e outros milhares de desaparecidos no Estado do Rio de Janeiro. A ONG regista cerca de cinco mil desaparecimentos em solo Fluminense, sendo 10% desse número, assassinados, cujos corpos não foram encontrados.

Para relembrar o caso emblemático, o ajudante de pedreiro desapareceu na noite do dia 14 de julho de 2013, na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio. PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) entraram em um bar, na parte alta da favela, e abordaram Amarildo Dias de Souza, com 43 anos na época. Por ondem do major Edson Raimundo dos Santos, então comandante da UPP da Rocinha, Amarildo foi colocado dentro de uma viatura e levado para a sede da unidade. Dez anos depois, Amarildo nunca mais foi visto. Oito PMs da unidade foram foram condenados em duas instâncias a penas de até 13 anos pela de tortura que resultou na morte do ajudante de pedreiro.

A morte de Amarildo virou símbolo da luta contra a brutalidade e a impunidade dos policiais cariocas. Após ficarem presos por seis anos, os oito condenados estão em liberdade, após cumprirem a maior parte das penas. Seis agentes, que atuavam como praças, foram expulsos da PM. Já o major Edson e o tenente Luiz Felipe de Medeiros, o então subcomandante da UPP da Rocinha, continuam na corporação.

Anderson Gomes, filho mais velho de Amarildo lamenta não conseguir enterrar o pai. E reforça só acreditar na Justiça, quando a família encontrar os restos mortais do ajudante de pedreiro.