Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Lula arrasta multidão em Copacabana; Flávio participa de ato em Belo Horizonte, MG
Destaque
Lula arrasta multidão em Copacabana; Flávio participa de ato em Belo Horizonte, MG
CNT/MDA: Flávio Bolsonaro tem 50,7% dos votos válidos; Lula 49,3 %
Eleições 2026
CNT/MDA: Flávio Bolsonaro tem 50,7% dos votos válidos; Lula 49,3 %
MPE diz que não cabe à Justiça decidir sobre sigilos de candidatos e defende extinção do caso
Eleições 2026
MPE diz que não cabe à Justiça decidir sobre sigilos de candidatos e defende extinção do caso
TRE prevê eleição mais rápida neste domingo no RJ
Eleições 2026
TRE prevê eleição mais rápida neste domingo no RJ
Moraes manda bloquear R$ 6 bi de Willer Tomaz; bancos devem informar dados da empresa Alcazar
Brasil
Moraes manda bloquear R$ 6 bi de Willer Tomaz; bancos devem informar dados da empresa Alcazar
BC cria painel de dívidas e restringe crédito no Pix
Economia
BC cria painel de dívidas e restringe crédito no Pix
Projeto recuperará 6,6 mil hectares de Mata Atlântica na região norte fluminense
Norte Fluminense
Projeto recuperará 6,6 mil hectares de Mata Atlântica na região norte fluminense
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Vantagens elevam contracheques no Judiciário do Rio acima de R$ 100 mil

Maioria dos membros do MPRJ supera o teto constitucional; no TJRJ, desembargador recebeu R$ 287 mil líquidos em um mês

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Levantamento com base em dados dos portais de transparência revela que gratificações, indenizações e outras vantagens têm impulsionado os rendimentos de integrantes do sistema de Justiça do Rio de Janeiro para valores muito superiores ao teto constitucional. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

No Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a folha de pagamento de novembro do ano passado mostra que 791 dos 892 procuradores e promotores — o equivalente a 88,6% — receberam mais de R$ 100 mil líquidos. Em dezembro, o percentual subiu para 90%, e em meses anteriores também ultrapassou essa marca. Parte expressiva dos valores é composta por verbas classificadas como gratificações e indenizações, que não entram no cálculo do teto constitucional, hoje atrelado ao subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

No Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o maior contracheque identificado foi o de um desembargador que recebeu R$ 287.189,87 líquidos em novembro de 2025. Desse total, cerca de R$ 266 mil foram registrados como “vantagens eventuais”. No mesmo mês, 464 membros e servidores do tribunal superaram o teto.

Dados compilados pela Transparência Brasil indicam que, apenas em 2025, o TJRJ desembolsou mais de R$ 100 milhões em “gratificação por exercício cumulativo”, rubrica que pode incluir indenizações por acúmulo de função convertidas em licença compensatória.

O tema está em análise no STF. Em fevereiro, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão e revisão, em até 60 dias, de penduricalhos não previstos em lei em todo o país. A decisão ainda será submetida ao plenário da Corte.

O impacto também se reflete no orçamento: a previsão para 2026 aponta que o TJRJ deverá destinar cerca de 97% de seus recursos a despesas com pessoal e encargos, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual aprovado pela Assembleia Legislativa.

Os órgãos citados afirmam que os pagamentos seguem a legalidade e são submetidos aos mecanismos de controle interno e externo.