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Estudo aponta que áreas de favelas triplicaram no Brasil em 40 anos e Rio está entre os destaques

Pesquisa indica avanço da ocupação em encostas e áreas de risco, com crescimento expressivo no estado do Rio de Janeiro

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Rocinha. Foto: Diego Baravelli

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (04) pela MapBiomas revela que as áreas ocupadas por favelas no Brasil triplicaram nos últimos 40 anos. O dado faz parte do Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no país, que analisou a expansão urbana entre 1985 e 2024.

De acordo com o estudo, a área urbanizada em favelas passou de 53,7 mil hectares em 1985 para cerca de 146 mil hectares em 2024 — um crescimento de 2,75 vezes no período.

O levantamento também chama atenção para o avanço dessas ocupações em áreas de risco. Nos terrenos de alta declividade, por exemplo, houve aumento de 150%. Os maiores índices foram registrados em Rio de Janeiro (1.730 hectares), São Paulo (5.260 hectares) e Minas Gerais (1.057 hectares).

Segundo o especialista Julio Pedrassoli, citado no estudo, o crescimento mais acelerado das favelas em comparação com a média nacional reforça uma tendência preocupante nas regiões metropolitanas, que concentram riqueza, mas também ampliam desigualdades e vulnerabilidades, especialmente diante das mudanças climáticas.

O levantamento aponta ainda que Manaus lidera o ranking de áreas urbanizadas em favelas tanto em 1985 quanto em 2024, com aumento de 2,6 vezes no período. Outras cidades das regiões Norte e Nordeste também aparecem entre as que mais registraram crescimento.

Entre os estados com maior ocupação de comunidades em áreas de risco, próximas a drenagens e sujeitas a enchentes, estão Pará (7.450 hectares), Rio de Janeiro (5.260 hectares) e São Paulo (4.650 hectares).

No caso do Rio de Janeiro, o estudo destaca que cerca de 43% das áreas urbanizadas em favelas estão localizadas em cotas críticas — regiões mais suscetíveis a alagamentos e deslizamentos de terra.