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PMs são denunciados e presos por, fardados, assaltarem ônibus no Rio e roubarem 11 celulares

O crime ocorreu em maio do ano passado, mas os detalhes vieram à tona com a denúncia aceita pela Justiça.

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Três policiais militares foram presos nesta quinta-feira (5) sob a acusação de utilizar a estrutura do Estado para assaltar um ônibus de turismo no Arco Metropolitano. Os sargentos Joás Ramos do Nascimento, Denis Willians Neres Alpoim e Rogério Vieira Guimarães, lotados no Destacamento de Jardim Primavera, em Duque de Caxias, foram denunciados pelo Ministério Público (MPRJ) por roubo qualificado.

O Modus Operandi

O crime ocorreu em maio do ano passado, mas os detalhes vieram à tona com a denúncia aceita pela Justiça. Segundo as investigações, o trio abordou o coletivo utilizando uma viatura com a sirene desligada, acompanhados por um carro à paisana com quatro comparsas ainda não identificados.

Após revistarem o bagageiro e não encontrarem ilícitos, os agentes focaram em dois comerciantes que vinham de São Paulo para Campos dos Goytacazes. Os PMs confiscaram 11 iPhones — um prejuízo superior a R$ 100 mil — sob o pretexto de falta de nota fiscal. Testemunhas afirmam que os policiais se negaram a encaminhar a ocorrência e a mercadoria para uma delegacia, como manda o protocolo.

Provas: GPS e aparelhos com a família

A investigação enfrentou obstáculos, pois os policiais não utilizavam as câmeras corporais no momento da abordagem. No entanto, o GPS da viatura confirmou que a equipe estava exatamente no local e horário do crime.

A prova definitiva surgiu com a prisão: dois dos aparelhos roubados foram recuperados com um dos sargentos — um estava em uso pelo próprio agente e o outro com sua esposa. Os outros nove celulares já foram rastreados e os atuais portadores serão notificados a devolvê-los.

Risco à Ordem Pública

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria Militar, destacou que o grupo é suspeito de outros crimes semelhantes na região de Seropédica, onde comerciantes relataram tentativas de extorsão de até R$ 30 mil.

“A manutenção da liberdade gera um verdadeiro risco à ordem pública, diante das diversas denúncias de abordagens com o mesmo modus operandi em datas próximas”, escreveu o magistrado na decisão que tornou os agentes réus.

A Corregedoria da PM instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos sargentos, que agora respondem criminalmente perante a Justiça Militar.