O governo dos Estados Unidos afirmou que pode atuar sozinho em países da América Latina no combate a cartéis de drogas, caso considere necessário. A declaração foi feita durante a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, realizada na última quinta-feira (5), em Doral, na Flórida.
O encontro reuniu representantes de 16 países latino-americanos e foi liderado pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth. Segundo ele, Washington prefere atuar em parceria com os governos da região, mas não descarta uma ação unilateral.
A declaração gerou preocupação entre especialistas. O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra, Ronaldo Carmona, classificou a fala como uma ameaça grave à soberania dos países latino-americanos. Segundo ele, ao retomar princípios da Doutrina Monroe — que defende a predominância dos Estados Unidos no continente — o governo norte-americano pode abrir espaço para intervenções na região.
Durante a conferência, autoridades americanas também defenderam maior cooperação militar e acesso a áreas consideradas estratégicas.
Governos como os do Brasil e do México têm defendido que o combate ao narcotráfico deve ocorrer com cooperação entre os países, mas sempre respeitando a soberania nacional.
Enquanto isso, nações como Paraguai e Equador vêm ampliando acordos de segurança com Washington para enfrentar organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
*Informações Agência Brasil






