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Defesa de Jairinho abandona plenário, julgamento é adiado e Monique Medeiros será solta

Nova julgamento não tem data definida

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reprodução

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, um dos réus pela morte do menino Henry Borel, abandonou o júri na manhã desta segunda-feira (23), no 1º dia do julgamento do caso. Com a manobra, a sessão foi adiada inicialmente para 22 de junho — mas, como cairia na Copa do Mundo, uma nova data será informada.

A prisão de Monique Medeiros, a outra ré, foi relaxada por excesso de prazo, e um alvará de soltura foi expedido.

A juíza Elizabeth Machado Louro abriu os trabalhos às 10h35 com o sorteio dos jurados — 6 mulheres e 1 homem— e leu a denúncia. Nesse momento, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando problemas no acesso a provas. A magistrada indeferiu o pedido.

Na sequência, os 5 defensores de Jairinho presentes no plenário manifestaram o desejo de abandonar o júri, o que, na prática, inviabilizaria o julgamento — uma vez que um réu não pode ficar sem defesa.

Elizabeth, então, dispensou os jurados e determinou a nova data, 22 de junho, para a retomada do julgamento

Críticas à manobra
A magistrada considerou a manobra “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Segundo Elizabeth, a conduta da defesa de Jairinho “feriu um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.

“Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça”, declarou.
A juíza condenou a banca de Jairinho a ressarcir todos os custos do julgamento desta segunda, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os envolvidos.

Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho.