Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante um homem com extensa ficha criminal acusado de liderar um esquema interestadual de roubo e estupro com o uso de sedativos. O suspeito localizava suas vítimas por meio de plataformas digitais de relacionamento, conquistava a confiança delas e agendava encontros presenciais na residência dos alvos.
Segundo as investigações conduzidas pela DRCI, após ganhar acesso aos imóveis, o golpista misturava medicamentos controlados em comidas ou bebidas para provocar a perda total de consciência das vítimas. Com os moradores totalmente dopados — em um dos episódios investigados, um homem chegou a ficar desacordado por cinco dias e quase morreu —, o criminoso realizava a limpa nas contas bancárias e nos bens das residências.
O caso mais recente descoberto pela polícia aconteceu no interior do estado de São Paulo. Na ocasião, a vítima conheceu o agressor em um aplicativo e o convidou para jantar em seu apartamento. Após ingerir a substância dopante, ela ficou dois dias sem sentidos. Ao acordar, descobriu que o criminoso havia efetuado transferências bancárias, contratado empréstimos, feito compras via cartão de crédito e roubado pertences pessoais como telefones celulares, joias, eletrônicos de alto padrão e até roupas. Além do prejuízo financeiro, a vítima relatou ter sido estuprada enquanto estava inconsciente.
De acordo com as apurações, o suspeito viajava constantemente e operava esse mesmo padrão criminoso há anos. O monitoramento de suas tentativas de fuga aérea foi coordenado em conjunto com a Polícia Federal.
Os policiais civis localizaram o esconderijo do investigado em um imóvel na Zona Oeste do Rio. Ao receber voz de prisão, o homem tentou enganar os agentes apresentando uma carteira de identidade falsa. No endereço, a equipe policial apreendeu caixas de substâncias entorpecentes, telefones, documentos falsificados e registros pessoais em nome de terceiros.
O acusado, que não teve o nome divulgado, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, uso de documento falso e armazenamento ilegal de medicamentos controlados.
O inquérito policial segue em andamento para identificar comparsas e localizar outras possíveis vítimas lesadas pelo criminoso ao redor do Brasil.










