A Fundação Oswaldo Cruz iniciou a produção totalmente nacional do imunossupressor tacrolimo, medicamento fundamental para evitar a rejeição de órgãos em pacientes transplantados atendidos pelo Sistema Único de Saúde.
A iniciativa representa um avanço na autonomia do país na área farmacêutica, ao garantir o domínio completo do processo produtivo — desde o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) até o produto final. O projeto faz parte de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre a Fiocruz e a farmacêutica Libbs Farmacêutica.
A produção do IFA no Brasil foi viabilizada por meio de transferência de tecnologia da biofarmacêutica Biocon, em uma cooperação internacional entre Brasil e Índia. O primeiro lote já foi produzido na unidade de Farmanguinhos e passará por testes de rotina antes de ser disponibilizado.
Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a iniciativa fortalece a soberania tecnológica do país e reduz a dependência de insumos importados, além de ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais.
A diretora da Libbs, Marcia Martini Bueno, destacou que a nacionalização do tacrolimo contribui para garantir a continuidade do tratamento de pacientes transplantados e reforça o desenvolvimento do setor de saúde no Brasil.






