O Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos Correios registrou 2.347 adesões até a manhã desta segunda-feira (30/03), número considerado abaixo da meta estabelecida pela estatal. A expectativa é reduzir o quadro em até 15 mil funcionários até 2027, sendo 10 mil ainda este ano.
Diante da baixa procura, a empresa prorrogou o prazo de adesão ao programa até o dia 7 de abril. Inicialmente, o período se encerraria nesta terça-feira (31).
O PDV oferece incentivos para que os funcionários deixem a empresa de forma voluntária, como parte de um pacote de medidas voltadas à reestruturação e redução de custos.
A iniciativa integra um plano mais amplo adotado pela estatal para enfrentar uma crise financeira que se agravou nos últimos anos. Entre as ações estão a revisão do modelo de negócios, a contratação de empréstimos e ajustes no quadro de pessoal.
Segundo os Correios, a prorrogação do prazo busca dar mais tempo para que os empregados avaliem as condições oferecidas, incluindo mudanças na assistência médica.
A empresa acumula prejuízos sucessivos: em 2022, o déficit foi superior a R$ 700 milhões e, em 2024, chegou a R$ 2,5 bilhões. Para manter as operações, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões, com apoio do Tesouro Nacional.
O plano de reestruturação prevê ainda corte de gastos, venda de imóveis e o fechamento de cerca de mil agências em todo o país. A expectativa é economizar aproximadamente R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027.






