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Argentina ré por injúria racial retorna para Buenos Aires após permissão da Justiça

Promotoria concordou com pedido da defesa de extraditar Agostina Páez.

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reprodução

A advogada argentina Agostina Páres, ré por injúria racial, retirou nesta terça-feira (31) a tornozeleira eletrônica, após receber permissão da Justiça. Agostina retornou para seu país nesta quarta (1) e falou com jornalistas no aeroporto em Buenos Aires.

Ela definiu o que passou no Brasil como um “calvário”, mas se disse arrependida por sua “reação”, no episódio de gestos e palavras racistas contra funcionário de um bar na Zona Sul do Rio. “Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira, mas agora estou aqui”.

Ela afirmou que não é racista. “Há uma lei no Brasil que é muito severa”, disse aos jornalistas. “Nunca contaram a minha parte da história e sou inimiga pública no Brasil”, disse. Ela aconselhou os viajantes que conheçam os contextos das leis no Brasil.

Agostina foi autorizada a ir para a Argentina depois que idepositou o valor determinado pela Justiça do Rio para retornar ao seu país enquanto segue respondendo pelo caso, após receber um habeas corpus.

O g1 tenta contato com a defesa de Agostina para confirmar se a argentina, após o pagamento da multa e a retirada da tornozeleira, deixou o Brasil.

Uma decisão da Oitava Câmara do Tribunao de Justiça determinou nesta segunda-feira (30) o cumprimento de condições, entre elas o pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos – aproximadamente R$ 97 mil, para Agostina deixar o Brasil.

A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão ainda será submetida ao colegiado. O valor será pago como uma garantia de que ela vai cumprir a pena imposta no Brasil.

Segundo a denúncia do MPRJ, no dia 14 de janeiro deste ano, Agostina, que é a advogada, se referiu a um empregado de um bar em Ipanema como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, além de imitar gestos do animal. Os gestos foram flagrados em vídeo.

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m*rda” e “monos” para outros 2 funcionários, caracterizando 3 crimes.

A acusada chegou a ser presa e foi recentemente submetida a medidas cautelares como retenção de passaporte, proibição de sair do país e uso de tornozeleira eletrônica.