O Irã e os Estados Unidos recusaram o plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão, afirmam as agências de notícias. A proposta foi enviada aos países nesta segunda-feira (6).
De acordo com a agência estatal iraniana (Irna), o país não aceitou a iniciativa por considerar mais adequado negociar o encerramento definitivo do conflito, em vez de aderir a uma trégua temporária. Para o Teerã, o tempo permitiria aos adversários reorganizar forças para novos ataques.
“Estamos pedindo o fim da guerra e que se impeça sua repetição”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, segundo a Irna.
Do outro lado da guerra, a AFP afirma que Donald Trump não “validou” a proposta de cessar-fogo. De acordo com o governo americano, a proposta é “apenas uma das opções avaliadas” no momento.
Segundo a agência francesa, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com os dois países durante a noite. A medida prevê uma abordagem em duas fases: um cessar-fogo imediato, seguido de negociações para um acordo que coloque um fim definitivo à guerra.
A proposta do Paquistão sugeria cessar-fogo imediato e possível reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã há mais de um mês e essencial ao mercado de petróleo, segundo a Reuters. Depois, haveria até 20 dias para negociar um acordo mais amplo.
O Axios informou que EUA e Irã discutem uma trégua de 45 dias, enquanto a Reuters não menciona Israel, aliado de Washington no conflito.
Autoridades iranianas indicaram que já prepararam resposta, mas resistem a prazos e descartam reabrir o estreito em uma pausa temporária. Os EUA não comentaram oficialmente; o presidente Donald Trump disse esperar um acordo em breve.
A proposta, chamada de “Acordo de Islamabad”, prevê ainda compromissos nucleares do Irã em troca de alívio de sanções.






