A Polícia Federal apontou falhas técnicas e informações incompletas no material encaminhado ao Supremo Tribunal Federal sobre a megaoperação Contenção, realizada no ano passado no Rio de Janeiro contra membros do Comando Vermelho. Em parecer enviado nesta segunda-feira (6), a instituição relata problemas como arquivos com erro de leitura.
Além disso, a PF ainda aponta a ausência de códigos de verificação e falta de registros audiovisuais de equipes da Polícia Militar. Segundo a Polícia Federal, foram entregues cerca de 400 horas de gravações para avaliação. Porém, as inconsistências encontradas dificultam o exame completo do material no prazo de 15 dias.
A corporação solicitou, ao STF, a ampliação do prazo para 90 dias, argumentando que o conjunto de provas apresentado é insuficiente para uma análise conclusiva.
“Ademais, verificou-se a incompletude do acervo probatório recebido, o qual refere-se exclusivamente às imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes da CORE/PCERJ, sendo que, até o presente momento, não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ)”, afirma a PF.
De acordo com o parecer enviado a Alexandre de Moraes, o material enviado até o momento é limitado às imagens produzidas por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Desta forma, a falta de gravações da Polícia Militar é apontada como uma das principais lacunas.
A Operação Contenção teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, incluindo lideranças de outros estados que estariam escondidas em comunidades do Rio.
A ação resultou em 122 mortes, sendo 117 suspeitos e cinco policiais.






