O prazo definido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Irã fechar um acordo e abrir o Estreito de Ormuz, acaba nesta terça-feira (7). Caso a negociação não seja finalizada, a promessa é de que o país será fortemente bombardeado.
Trump definiu as 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília, desta terça-feira (7), e 3h30 da manhã de quarta-feira (8), no horário de Teerã, como prazo final para um acordo. O presidente já fez ultimatos semelhantes em diversas ocasiões nas últimas semanas, adiando o prazo a cada vez.
Além dos adiamentos de Trump, especialista afirmam que a ameaça é altamente controversa, pois que atacar infraestrutura civil configura crime de guerra. O Teerã respondeu publicamente. Um comandante militar do país classificou as ameaças de Trump como “infundadas” e “delirantes” nesta terça-feira.
“Se os ataques contra alvos não civis se repetirem, nossa resposta retaliatória será muito mais enérgica e em uma escala muito maior”, alertou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
Na segunda-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu que os cidadãos dos Estados Unidos cobrem seu governo pelo que classificou como uma “guerra injusta e agressiva” contra o país.
No mesmo dia, Trump declarou que o Irã atua como um “participante ativo e disposto” nas negociações por um possível fim do conflito, acrescentando que as conversas conduzidas por intermediários estão “indo bem”.






