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Atualização da “Lista Suja” do Trabalho Escravo inclui Amado Batista e montadora BYD

Com a entrada de 169 novos nomes, cadastro do Governo Federal chega a 613 empregadores.

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reprodução

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, nesta segunda-feira (6), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à de escravo, popularmente conhecido como “lista suja”. A nova relação conta com a inclusão de 169 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas, elevando o total de listados para cerca de 613 — um aumento de 6,28% em relação à última edição.

Entre os novos integrantes do cadastro destacam-se figuras de projeção nacional e internacional: o cantor sertanejo Amado Batista e a fabricante chinesa de veículos elétricos BYD. Segundo o governo, as fiscalizações que originaram estas inclusões ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram, no total, no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o país.

O caso BYD e as irregularidades na Bahia

A inclusão da montadora BYD decorre de uma operação realizada em dezembro de 2024 nas obras de sua fábrica em Camaçari (BA). Na ocasião, 220 trabalhadores chineses foram resgatados em condições degradantes. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), o grupo vivia em alojamentos superlotados, sem higiene e sob vigilância armada que impedia o direito de ir e vir.

As autoridades relataram ainda a retenção de passaportes e jornadas exaustivas. Em 2025, a empresa firmou um acordo de R$ 40 milhões com a Justiça. Em nota anterior, a BYD atribuiu as irregularidades a uma empreiteira terceirizada, afirmando não tolerar desrespeito à dignidade humana. Procurada novamente para comentar a entrada na lista, a empresa não retornou até o fechamento desta reportagem.

Defesa de Amado Batista nega resgates

O cantor Amado Batista foi incluído por duas autuações em propriedades rurais em Goianápolis (GO) ocorridas em 2024. Os registros mencionam 14 trabalhadores nos sítios Esperança e Recanto da Mata.

Em nota, a assessoria do artista classificou as informações como “falsas e inverídicas”, afirmando que não houve resgate e que os funcionários seguem trabalhando normalmente. A defesa alega que as irregularidades seriam de uma empresa terceirizada de plantio de milho e que as melhorias habitacionais solicitadas pela fiscalização já foram concluídas.

Panorama do Trabalho Escravo no Brasil

Dos 169 novos empregadores, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. O setor de serviços domésticos lidera o ranking de atividades com mais inclusões (23 casos), seguido pela pecuária de corte (18) e o cultivo de café (12).

Geograficamente, Minas Gerais permanece como o estado com maior número de empregadores autuados nesta atualização (35), seguido por São Paulo (20) e Bahia (17).

Regras e Transparência

A “lista suja” é publicada semestralmente (abril e outubro) e serve como um instrumento de transparência e pressão econômica, já que muitas instituições financeiras restringem crédito aos listados. Um nome só entra no cadastro após a conclusão do processo administrativo, sem possibilidade de recurso.

Desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), há 30 anos, mais de 68 mil pessoas foram resgatadas de situações de exploração extrema no Brasil.

Como denunciar:

Suspeitas de trabalho escravo podem ser registradas de forma anônima pelo Sistema Ipê, canal oficial mantido pelo Ministério do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).