O percentual de famílias endividadas atingiu 80,4% em março deste ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça-feira (7). Trata-se do maior índice registrado na série histórica, superando o recorde anterior de 80,2%, registrado em fevereiro.
Em comparação com março de 2025, o endividamento subiu 3,3 pontos percentuais, era de 77,1% há um ano. Em relação a fevereiro, houve aumento de 0,2 ponto percentual.
O índice considera famílias com dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro ou casa.
A pesquisa apontou pequenas variações conforme a faixa de renda. Famílias com rendimento entre três e cinco salários mínimos tiveram leve queda, de 82,9% em fevereiro para 82,6% em março. Entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 69,3% para 69,9%.
A inadimplência manteve-se estável em 29,6% entre fevereiro e março, sendo a maior taxa desde novembro do ano passado (30%). Dos entrevistados, 12,3% declararam não ter condições de pagar suas dívidas, uma queda em relação a fevereiro, quando o percentual era 12,6%.
A pesquisa da CNC reflete a percepção das famílias sobre inadimplência, diferente de levantamentos que medem contas em atraso junto a instituições financeiras.
Segundo a CNC, o endividamento deve continuar crescendo no primeiro semestre, enquanto o recuo deve ocorrer com os efeitos da flexibilização da política monetária. Quanto à inadimplência, o comportamento dependerá de possíveis impactos inflacionários, especialmente em itens como energia e combustíveis.






