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MPRJ prende 3 policiais civis em operação contra loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca

A investigação aponta que o grupo criminoso é ligado à milícia local.

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (11), uma operação que mira um esquema criminoso, liderado por milícias, envolvendo o comércio ilegal de terras protegidas na Zona Sudoeste da capital.

Quatro pessoas foram presas pelo MPRJ em uma ação contra o loteamento clandestino e a venda ilegal de terrenos no interior do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Sudoeste do Rio. A investigação aponta que o grupo criminoso é ligado à milícia local. Os paramilitares causaram graves danos ambientais e impuseram um prejuízo imediato de R$ 846 mil às vítimas, mas o potencial de lucro da quadrilha era estimado em até R$ 27 milhões.

Entre os detidos e denunciados estão três policiais civis e um empresário:

  • Milton de Souza Junior: Empresário apontado como o chefe do esquema.
  • Leonardo da Silva Machado: Policial civil.
  • Marcello Carvalho de Menezes: Policial civil.
  • Marcos Eduardo Maia: Policial civil.

A 2ª Vara Criminal Especializada da Capital expediu ainda sete mandados de busca e apreensão. Um dos alvos das buscas foi um delegado da Polícia Civil, que segue sob investigação, além de um policial militar que acabou denunciado. As ordens foram cumpridas em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.

Como funcionava o golpe do ‘Viva Verde’

Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o de Meio Ambiente (Gaema), 15 pessoas foram denunciadas no total. O grupo atraía centenas de compradores com a promessa de lotes regularizados no Rio da Prata, em Campo Grande, próximos à floresta. Contudo, a área fica na zona de amortecimento do parque e não poderia receber construções.

Para dar fachada de legalidade, a organização usava corretores falsos, empresas de fachada e “laranjas”. Milton de Souza Junior se apresentava como dono das terras e usava a empresa Real Carioca Agenciamento de Atletas para os contratos. Os lotes eram anunciados na internet por valores a partir de R$ 75 mil.

A denúncia aponta que os policiais civis envolvidos trabalhavam na 35ª DP (Campo Grande) e recebiam propina para engavetar investigações contra o loteamento. Nas interceptações, o MP descobriu que os criminosos também planejavam a execução de milicianos rivais. Os envolvidos responderão por organização criminosa, corrupção, estelionato e crimes ambientais.