O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas rejeitou, nesta terça-feira (07), uma resolução que autorizaria o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
A proposta, apresentada pelo Bahrein, previa que países pudessem adotar “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da navegação na região por pelo menos seis meses. No entanto, foi barrada pelos vetos de China e Rússia, membros permanentes do conselho com poder de decisão final.
A medida já enfrentava resistência também da França, que acabou flexibilizando sua posição após alterações no texto. Ainda assim, chineses e russos mantiveram a oposição.
Os dois países afirmaram ser contrários ao uso da força e anunciaram que pretendem apresentar uma nova proposta com alternativas para tentar solucionar o impasse no estreito.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da passagem pelo Irã tem gerado impactos no mercado internacional e aumentado a tensão geopolítica.
A votação ocorreu em um momento crítico, marcado por ameaças dos Estados Unidos e pelo prazo imposto para a reabertura da via marítima, elevando ainda mais a instabilidade na região.






