A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora da marca do América Football Club, presidido pelo senador Romário. A medida atende a um pedido da família de um atleta mirim que morreu após ser atingido por um raio durante um treino no campo do clube, em Jacarepaguá.
A decisão foi tomada por desembargadores da 14ª Câmara de Direito Privado, que consideraram possível a exploração econômica da marca, incluindo o uso de nome, escudo e símbolos em licenciamento de produtos, eventos e produções audiovisuais. Segundo o entendimento, esses ativos são bens imateriais com valor econômico e podem ser utilizados para quitar dívidas judiciais.
O caso teve início em 1998, quando ocorreu o acidente. O menino foi socorrido por uma equipe de televisão e ficou internado por 12 dias no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu.
De acordo com o processo, o pai da vítima, Carlos Alberto de Souza, só soube do ocorrido ao procurar o filho no clube, após ele não retornar para casa. A informação teria sido dada por um vigia, sem contato prévio de funcionários da instituição.
Na ação, a família pediu indenização de R$ 400 mil, além de R$ 100 mil para cada um dos três irmãos do atleta. Desde então, tenta receber os valores, mas, segundo a Justiça, não foram encontrados outros bens ou recursos do clube que pudessem ser penhorados.






