O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de quarta-feira que as forças militares dos Estados Unidos posicionadas perto do Irã permanecerão na área até alcançar um “acordo real”. Embora tenha assegurado que era “altamente improvável” que o acordo de cessar-fogo fracasse, Trump ameaçou com golpes “maiores, melhores e mais fortes”.
“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em e perto do Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Os dois países acordaram na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas que, desde o início, tem sido considerado frágil.
“Enquanto isso, nosso grande exército está se reabastecendo e descansando, aguardando, de fato, sua próxima conquista”, escreveu Trump.
O Irã concordou em reabrir a passagem pelo estreito de Ormuz, um ponto-chave para o cessar-fogo de duas semanas. No entanto, disse que manteria “seu domínio” sobre a rota por onde normalmente passa um quinto do petróleo do mundo.
Em um comunicado publicado pela imprensa estatal iraniana, a república islâmica também insistiu que Washington aceitou que Teerã mantenha seu programa de enriquecimento de urânio.
Mas, antes das negociações de paz que começarão na sexta-feira no Paquistão — país mediador da trégua —, Trump afirmou que o Irã “não terá armas nucleares”.






