Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Novo sistema ferroviário do Rio passa a se chamar “Trens RJ”
Estado
Novo sistema ferroviário do Rio passa a se chamar “Trens RJ”
Escolas e Prefeitura anunciam aumento gradativo para 15 escolas no Grupo Especial
Rio de Janeiro
Escolas e Prefeitura anunciam aumento gradativo para 15 escolas no Grupo Especial
Júri sobre morte de Fernando Iggnácio é suspenso para dois réus no Rio
Rio de Janeiro
Júri sobre morte de Fernando Iggnácio é suspenso para dois réus no Rio
STF tem placar de 3 a 1 para eleições indiretas no Rio; Dino pediu vista de julgamento
Estado
STF tem placar de 3 a 1 para eleições indiretas no Rio; Dino pediu vista de julgamento
Operação apreende celulares em presídios para frear ordens do tráfico na Região dos Lagos
Estado
Operação apreende celulares em presídios para frear ordens do tráfico na Região dos Lagos
Alerj aprova criação de observatório para combater a fome no Rio
Política
Alerj aprova criação de observatório para combater a fome no Rio
Professores voltam a protestar no Centro do Rio e cobram reajuste e plano de carreira
Estado
Professores voltam a protestar no Centro do Rio e cobram reajuste e plano de carreira

Chuvas elevam preços do feijão e pressionam custo da cesta básica no país

Levantamento aponta alta em todas as capitais; trabalhador compromete quase metade da renda com alimentação

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo segue com o maior valor, chegando a R$ 883,94, enquanto Aracaju registra o menor custo médio, de R$ 598,45.

Entre os itens que mais pressionaram os preços estão o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite. No caso dos três primeiros, o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras teve impacto direto na produção e na oferta. Em sentido oposto, o açúcar apresentou queda de preço em 19 capitais, influenciado pela maior disponibilidade no mercado.

As maiores altas foram observadas em cidades como Manaus, Salvador, Recife, Maceió e Belo Horizonte, todas com variações acima de 6%. Já entre os valores mais elevados da cesta, além de São Paulo, destacam-se Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Campo Grande.

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, o trabalhador precisou, em média, de cerca de 109 horas de trabalho para adquirir os itens básicos. Em março, isso representou 48,12% da renda líquida, acima do percentual registrado em fevereiro, mas ainda inferior ao de março do ano passado.

O tempo médio necessário para a compra da cesta também aumentou, passando de 93 horas e 53 minutos em fevereiro para 97 horas e 55 minutos em março. Apesar disso, o índice ainda é menor que o registrado no mesmo período de 2025.

No recorte anual, houve aumento do custo em 13 capitais e redução em quatro. Aracaju, Salvador e Recife lideraram as altas, enquanto Brasília e Florianópolis registraram queda.

O feijão foi o item com aumento mais generalizado. A alta ocorreu em todas as capitais, tanto para o tipo preto quanto para o carioca, refletindo dificuldades na colheita, redução de área plantada e previsão de menor produção. Problemas climáticos em estados como Paraná e Bahia contribuíram para a queda na produtividade, reduzindo a oferta.

Especialistas apontam que, apesar do aumento de preços, muitos produtores tiveram perdas significativas na produção, o que limita os ganhos. A tendência é de mudanças no mercado ao longo do ano, com possibilidade de inversão de preços entre as variedades de feijão.

A Conab estima uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com leve crescimento em relação ao ciclo anterior. No entanto, fatores como custos de insumos e combustíveis ainda geram incertezas para o setor.

O levantamento também calcula o valor ideal do salário mínimo para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas. Em março, esse valor seria de R$ 7.425,99, equivalente a 4,58 vezes o piso atual.