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Exército prende militares condenados por trama golpista após decisão definitiva do STF

Penas de até 17 anos começam a ser cumpridas após trânsito em julgado determinado por Alexandre de Moraes

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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista. Com isso, eles passam a cumprir de forma definitiva penas de 13 a 17 anos de prisão.

Os réus foram acusados de disseminar informações falsas com o objetivo de provocar instabilidade institucional e favorecer uma tentativa de golpe de Estado, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

A execução das penas ocorre após o relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes, decretar o trânsito em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recursos. Entre os presos estão o major da reserva Ângelo Denicoli, detido no Espírito Santo e encaminhado a uma unidade militar em Vila Velha, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, ambos levados para batalhões do Exército em Brasília.

O coronel Reginaldo Abreu é considerado foragido e estaria nos Estados Unidos, enquanto Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, também é apontado como foragido e estaria no Reino Unido. Já o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, preso desde 2024, passa agora a cumprir a pena de forma definitiva.

Com o encerramento do prazo para recursos, Moraes avaliou que as últimas medidas tinham caráter apenas protelatório e determinou o início imediato do cumprimento das penas.

Militares têm o direito de cumprir prisão em instalações das Forças Armadas, sob responsabilidade do próprio Exército, enquanto os demais condenados ficam sob custódia da Polícia Federal e são encaminhados ao sistema prisional comum.