A temporada de gripe começou mais cedo e com maior intensidade no Brasil em 2026. Dados do Instituto Todos pela Saúde apontam que os casos de síndrome respiratória aguda grave provocados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Foram registrados 3.584 casos em 2026, contra 1.838 em 2025. No mesmo intervalo, mais de 800 mortes por vírus respiratórios foram contabilizadas, segundo o Ministério da Saúde, que também informou cerca de 14 mil ocorrências de síndrome respiratória grave no país.
O avanço antecipado da gripe já gera impactos em diferentes regiões. Em cidades como Contagem, foi decretada situação de emergência devido ao aumento de doenças respiratórias.
Especialistas atribuem a mudança no comportamento do vírus a efeitos da pandemia de Covid-19, que alterou a sazonalidade tradicional das infecções. Segundo o virologista Anderson Brito, o período de maior circulação dos vírus deixou de se concentrar apenas no inverno.
Diante do cenário, a vacinação segue como principal estratégia de prevenção. O governo federal antecipou a campanha de imunização, com meta de alcançar 90% dos grupos prioritários até 30 de maio. Até o momento, cerca de 6 milhões de doses já foram aplicadas.
Podem se vacinar gratuitamente crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades.
A infectologista Miriam Dalben alerta que a gripe não deve ser subestimada. Segundo ela, a doença pode evoluir para quadros graves, inclusive com necessidade de internação em UTI.






