As obras da nova ciclovia da Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, começaram neste domingo e a retirada de árvores do canteiro central da via geraram protestos dos moradores da região. Mas, segundo a Prefeitura do Rio, o dano será compensado com o replantio de novas mudas após a execução do projeto.
A retirada das árvores gerou reação de moradores da região, preocupados com os impactos ambientais da obra. A prefeitura, por sua vez, afirma que os exemplares removidos serão substituídos por espécies mais adequadas, como forma de compensação ambiental.
Ao todo, nove árvores de pequeno porte começaram a ser removidas por equipes da Comlurb. De acordo com a diretoria técnica de manejo arbóreo da companhia, sete exemplares apresentavam comprometimento na base, com sinais de apodrecimento. As outras duas, consideradas saudáveis, foram retiradas para replantio, embora o novo local ainda não tenha sido definido.

A intervenção faz parte da implantação de uma ciclovia que vai ligar a Rua Uruguai à região da Praça Saens Peña, em um dos trechos mais movimentados da Tijuca. A obra tem prazo estimado de 90 dias e prevê mudanças no eixo viário da Conde de Bonfim.
O projeto prevê que parte da ciclovia será construída sobre o canteiro central, que será suprimido em um trecho de cerca de 60 metros. Nos demais pontos, a estrutura será instalada na pista, atualmente composta por três faixas destinadas a veículos.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara do Rio, o vereador Vitor Hugo afirmou que vai acompanhar o processo e cobrar transparência. Segundo ele, o número de árvores replantadas deve, no mínimo, corresponder ao total retirado.
“Estamos vivendo um momento de extremo climático e não podemos facilitar. Cada árvore retirada precisa ser replantada, para o bem do meio ambiente, do planeta, de todos nós. Vou acompanhar essa compensação ambiental. Quero saber quais as espécies que serão plantadas, onde e o número de mudas”, disse.
A intervenção ocorre após o atropelamento que matou Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e seu filho Francisco, de 9, no local — episódio que reacendeu o debate sobre segurança viária na cidade.
A obra integra um pacote mais amplo de expansão da malha cicloviária do Rio, que prevê a entrega de 50 quilômetros de novas pistas até 2028, com investimento total de R$ 20 milhões. Além da Tijuca, o plano inclui intervenções em bairros como Glória, Centro, Ipanema e Del Castilho.






