A Light realizou, nesta terça-feira (14/04), uma operação de grande porte contra o furto de energia na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da cidade. A ação mobiliza cerca de 400 profissionais e conta com a parceria da Iguá Rio, além do apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), e do programa PROEIS.
Até o momento, já foram realizados mais de 950 atendimentos, com inspeções em imóveis residenciais e comerciais, regularização de 246 locais e duas prisões em flagrante. Entre os pontos fiscalizados estão bares, restaurantes e lojas, incluindo estabelecimentos na Rua Olegário Maciel, no Jardim Oceânico.
As equipes atuam no combate a ligações clandestinas de energia e água — os chamados “gatos” —, que representam risco à segurança e afetam a qualidade do fornecimento. Durante a operação, também há atendimento ao público na Praça do Pontal, com serviços como negociação de débitos, troca de titularidade e cadastro na tarifa social.
Segundo a Light, o furto de energia é crime e gera impactos diretos no sistema elétrico, como sobrecarga da rede e interrupções no serviço, inclusive em unidades essenciais, como hospitais.
A concessionária afirma que intensificou as ações para reduzir irregularidades e melhorar a distribuição. Em 2025 e nos primeiros meses de 2026, foram regularizadas cerca de 2.900 ligações clandestinas e mais de 136 mil instalações irregulares. No período, também foram recuperados 240 GWh de energia — volume suficiente para abastecer aproximadamente 80 mil residências por um ano.
Em 2025, a Iguá Rio identificou 1.839 fraudes em sua área de atuação, na Zona Sudoeste do Rio. Entre janeiro e março de 2026, já foram registradas 576 irregularidades, mostrando a necessidade de ações contínuas. Na megaoperação desta terça-feira, 14/4, até a última última atualização, foram 45 inspeções, com 11 fraudes e 6 suspeitas
“As ligações clandestinas colocam em risco a saúde das pessoas e comprometem diretamente a qualidade do abastecimento. No caso da água, os ‘gatos’ podem provocar a contaminação da água, além de reduzir a pressão e prejudicar o fornecimento regular. Por isso, é fundamental realizar ações integradas, como a de hoje, que ampliam a capacidade de fiscalização e reforçam o combate às irregularidades”, afirma Lucas Arrosti, diretor de Operações da Iguá Rio.
Apesar das operações, o problema ainda causa prejuízo estimado em R$ 1,3 bilhão por ano. A empresa destaca que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone (21) 2253-1177.






