A Justiça Federal decidiu manter a prisão do funkeiro MC Poze do Rodo após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (16/04). A sessão ocorreu de forma virtual, com o artista detido no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
O cantor foi preso na quarta-feira (15), durante uma operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais, incluindo lavagem de dinheiro.
Segundo o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo completo das acusações. Ele afirmou que o cantor foi surpreendido pela prisão e nega envolvimento em irregularidades. A estratégia agora é obter acesso ao processo e pedir habeas corpus para que o artista responda em liberdade.
A prisão faz parte da Operação Narcofluxo, que mobilizou cerca de 200 agentes para cumprir dezenas de mandados de prisão e busca em vários estados do país. As investigações apontam que o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem de recursos, incluindo movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e uso de criptomoedas.
O funkeiro foi detido em casa, em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Outros alvos da operação também foram presos, incluindo o cantor MC Ryan SP, em São Paulo.
Esta não é a primeira vez que MC Poze é preso. Em 2025, ele foi alvo de uma investigação da Polícia Civil do Rio por suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas e apologia ao crime, mas acabou liberado após decisão judicial. Em 2019, também foi detido em Mato Grosso, após um show.
A Polícia Federal informou que as apurações continuam e que os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.






